Dezembro laranja: campanha para prevenção do câncer de pele

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O câncer de pele atinge cerca de 185 mil pessoas anualmente. No entanto, com os devidos cuidados, ele pode ser prevenido e, quando diagnosticado precocemente, possui elevadas chances de cura.

Desde de 2014, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) promove a campanha Dezembro Laranja. Trata-se de uma iniciativa com objetivo de conscientizar a população para prevenção do câncer de pele, que é a neoplasia com maior incidência no Brasil.

É importante falarmos sobre esse tipo de câncer no início de dezembro, pois, neste mês, período em que se inicia o verão, aumenta-se o risco à exposição solar sem a devida proteção. Esse comportamento é o principal fator de risco para o desenvolvimento do tumor.

Assim, apoiando o Dezembro Laranja, a Suridata publica esse texto com as principais informações acerca da doença: tipos de câncer de pele, dados estatísticos, sintomas, diagnóstico, tratamento e prevenção.

 

TIPOS DE CÂNCER DE PELE

 

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, existem três tipos de câncer de pele. Abaixo, descrevemos as principais características relacionadas a eles.

 

  • Melanoma:

É o tipo menos frequente, porém possui o pior prognóstico. O melanoma origina-se nos melanócitos, que são as células com função de produzir a melanina. Normalmente, ele surge com a aparência de uma pinta ou um sinal que muda de coloração, formato e/ou aspecto.

  • Carcinoma basocelular (câncer de pele não melanoma):

Ao contrário do melanoma, esse câncer é o tipo mais prevalente, representando 80% dos tumores de pele, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Ele é originado nas células basais da epiderme (camada mais externa da pele) e manifesta-se principalmente como uma ferida com bordas róseas, que não cicatriza.

  • Carcinoma espinocelular (câncer de pele não melanoma):

Origina-se nas células escamosas, principais células responsáveis pela função estrutural da epiderme. Em geral, pode surgir uma mancha vermelha com presença de sangramento ou descamação. Segundo especialistas, é comum que esse tipo de lesão apareça sobre uma cicatriz, principalmente aquelas advindas de queimaduras.

 

DADOS ESTATÍSTICOS

 

De acordo com os números do último relatório do INCA, o câncer de pele é o tumor com maior incidência no Brasil. Veja a seguir os dados referentes aos anos de 2019 (número de mortes) e 2020 (estimativa de casos).

Número de mortes no Brasil por ano:

  • Câncer de pele – tipo melanoma: 978, sendo 1.159 homens e 819 mulheres;
  • Câncer de pele – tipo não melanoma (carcinoma basocelular e espinocelular): 616, sendo 1.488 homens e 1.128 mulheres.

Estimativa de novos casos no Brasil por ano:

  • Câncer de pele – tipo melanoma: 450, sendo 4.200 homens e 4.250 mulheres;
  • Câncer de pele – tipo não melanoma (carcinoma basocelular e espinocelular): 930, sendo 83.770 homens e 93.160 mulheres.

 

DETECÇÃO E PRINCIPAIS SINAIS

 

Embora os cânceres de pele se manifestem com alta incidência sobre os brasileiros, sabe-se que, quanto mais precocemente diagnosticados, melhores serão os resultados do tratamento e, assim, maiores as chances de cura.

Para isso, no entanto, é necessário que a população reconheça as primeiras sinalizações da doença. Pensando nisso, a SBD e a American Cancer Society defendem a regra do ABCDE, um guia para ajudar os próprios pacientes na identificação de sinais sugestivos do melanoma.

O ABCDE é um nome mnemônico para as características descritas abaixo:

  • Assimetria: uma metade do sinal ou da “pinta” parece diferente da outra metade;
  • Bordas irregulares: o contorno do sinal é mal definido;
  • Cor variável: presença de várias cores em uma mesma lesão (pode ser preta, castanha, branca, avermelhada ou azul);
  • Diâmetro: apresenta tamanho maior que 6 milímetros;
  • Evolução: durante os dias são observadas mudanças em seu tamanho, forma ou cor.

 

Do outro lado, quando o assunto são os cânceres de pele não melanomas, os indícios aparecem principalmente nas áreas mais expostas ao sol, como dorso das mãos, rosto, orelhas e pescoço. Esses sinais podem ser:

  • Manchas na pele que coçam, ardem, descamam ou sangram;
  • Feridas que não cicatrizam em até quatro semanas.

 

DIAGNÓSTICO

 

Ao perceber as alterações acima, deve-se procurar um especialista. Na consulta, primeiramente, o dermatologista avalia as características da lesão a olho nu. Posteriormente, pode ser feita a dermatoscopia, uma técnica não invasiva para visualização de camadas da pele que não podem ser vistas de forma macroscópica.

Em alguns casos, depois disso, será indicada a histopatologia, exame pelo qual é confirmado o diagnóstico de câncer e apontada a indicação do tratamento. Essa técnica, embora seja um procedimento mais simples, é invasiva e consiste em coletar uma amostra do tecido lesionado (biópsia).

 

TRATAMENTO

 

Para os três tipos de cânceres, o tratamento padrão costuma ser cirúrgico. Isso porque pretende-se controlar a doença e interromper o seu crescimento. Ou seja, o especialista faz uma delimitação da região afetada e promove a retirada do tecido com as células cancerígenas.

Em alguns casos, além do tratamento cirúrgico, podem ser indicadas sessões de quimioterapia, imunoterapia ou radioterapia. A combinação das estratégias de tratamento será realizada conforme o tipo de tumor e o estado geral de saúde do paciente.

 

PREVENÇÃO

 

A principal ação para prevenir esse tipo de câncer é a proteção da pele contra os efeitos da radiação ultravioleta. Nesse sentido, pessoas com a pele clara, com sardas, cabelos e olhos claros devem ficar ainda mais atentas por pertencerem ao grupo de risco para a doença.

Além desses, aqueles que possuem familiares com história de câncer de pele, ou os indivíduos que já tenham sofrido queimaduras solares, também devem ter seus cuidados redobrados.

A seguir listamos as principais medidas de proteção:

  • Usar filtros solares com um fator de proteção (FPS) mínimo de 30, promovendo reaplicações a cada duas horas aproximadamente;
  • Evitar exposição solar entre 10 e 16 horas;
  • Cobrir áreas expostas utilizando roupas apropriadas (óculos de sol, chapéus e camisas de manga comprida, por exemplo);
  • Inspecionar a própria pele regularmente, atentando-se para sinais, pintas ou manchas;
  • Não submeter-se a práticas de bronzeamento artificial (procedimento proibido pela ANVISA desde 2009);
  • Consultar, anualmente, um dermatologista para um exame mais minucioso.

 

DEZEMBRO LARANJA, PARTICIPE!

 

Então, para participar desse movimento, que tal começar adicionando mais fator de proteção solar à sua pele? Faça isso diariamente e, ainda, incentive seus amigos e familiares a fazerem o mesmo!

Além disso, você pode compartilhar esse texto em suas redes sociais para que assim mais pessoas tenham a oportunidade de se prevenir do câncer de pele! Uma ação simples que pode salvar vidas.

 

 

 

 

TEXTOS DE APOIO

SOBRE A CAMPANHA DEZEMBRO LARANJA

  1. Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) – acesso em 22/11/2021

https://www.sbd.org.br/dezembroLaranja

DADOS ESTATÍSTICOS E CÂNCERES DE PELE

  1. Instituto Nacional de Câncer (INCA) – acesso em 22/11/2021

https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-pele-nao-melanoma

https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-pele-melanoma

  1. Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) – acesso em 22/11/2021

https://www.sbd.org.br/dermatologia/pele/doencas-e-problemas/cancer-da-pele/64/

  1. American Cancer Society – acesso em 22/11/2021

https://www.cancer.org/cancer/melanoma-skin-cancer.html

https://www.cancer.org/cancer/basal-and-squamous-cell-skin-cancer.html

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