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Eventos

Dado de qualidade vem antes da IA: O que aprendemos no AI Brasil Experience 2026, em São Paulo

•4 min de leitura

Nos dias 28 e 29 de outubro, o Distrito Anhembi, em São Paulo, recebeu o AI Brasil Experience 2026. A proposta do evento é direta: sair do discurso e aplicar inteligência artificial de verdade nos negócios, na carreira e na vida. Fomos conferir de perto, e separamos aqui o que mais conversa com o nosso dia a dia na Suridata.

Um evento desenhado para fazer, não só assistir

A programação acontecia ao mesmo tempo em cinco arenas, com mais de 150 palestras. Cada arena tinha um recorte próprio: a Arena Todos Nós falava do impacto da IA em empresas, mercados, educação e governo. A Eu Sou olhava para o lado humano, com atenção, criatividade e autonomia. A Eu Faço tratava de carreira, produtividade e ferramentas. A Nós Transformamos focava em liderança, cultura e times. E a Nós Somos CEIA reunia pesquisadores que constroem e aplicam tecnologia na prática.

Havia ainda a Arena Adapta, em formato de oficina, com a ideia de que a pessoa entra com um problema e sai com uma aplicação funcionando. Uma boa lembrança de que, em IA, aprender fazendo ainda é o caminho mais rápido.

Três temas que ficaram na cabeça

1. Governança e compliance não são freio, são base. Uma das sessões tinha um título que resume bem: a IA que ninguém vê, mas traz lucro, com governança, compliance e BI na prática. Outra tratava de uso responsável da IA, com foco em capacitar profissionais e obter resultados mensuráveis. Para quem lida com dados sensíveis de beneficiários, como a saúde suplementar, esse é o ponto de partida, não um detalhe.

2. ROI precisa aparecer. Houve debates sobre como garantir métricas efetivas e aprovação do board em projetos de IA, e sobre se a produtividade aparece de fato na margem e nos resultados ou só no discurso. Também se discutiu por que grandes projetos de IA nascem mortos. A conclusão que levamos é familiar para quem trabalha com indicadores: sem métrica clara desde o início, o projeto não se sustenta.

3. Dados bem organizados vêm antes de qualquer modelo. A conversa sobre propriedade dos dados, sobre software legado e sobre reconstruir negócios com IA reforçou algo que vemos nas operadoras e autogestões: o valor está em ter informação confiável, comparável e acessível para quem decide.

O fator humano continua no centro

O evento também reservou espaço para perguntas menos técnicas, como o que ainda nos torna insubstituíveis e como confiar no futuro. Com nomes como Clóvis de Barros Filho, Cris Arcangeli e Kadu Braga no line-up, o recado foi que tecnologia e discernimento andam juntos.

Data first: o que levamos para a Suridata

Entre uma sessão e outra, uma ideia se repetia em quase todas as conversas: nenhuma IA funciona sem dado de qualidade. Dado mal classificado vira resposta errada, só que mais rápida.

Por isso, na Suridata, a gente começa pela base. Somos data first: antes de qualquer análise, painel ou modelo, organizamos e qualificamos os dados. Na saúde suplementar isso é ainda mais crítico, porque a informação chega de muitas fontes, com padrões diferentes, e qualquer erro de classificação muda a leitura de custo, sinistralidade e risco.

A lógica é simples. Primeiro vem o dado limpo, padronizado e confiável. Depois vêm os indicadores que o gestor entende. Só então a inteligência, seja analítica ou artificial, entrega algo em que vale a pena confiar. Pular a primeira etapa só acelera o caminho até a decisão errada.

O que vimos em São Paulo confirma esse caminho: governança desde o início, métricas claras e tecnologia a serviço de quem cuida. Seguimos acompanhando de perto essa conversa.

Quer trocar uma ideia sobre como usar dados e IA com segurança na sua operadora? Fale com a gente.

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